Autor: Eduardo Fagundes

  • Precisamos abandonar o modelo educacional do século passado

    Quantas pessoas você conhece que tem formação universitária em uma área e trabalham em outra? Quantas pessoas você conhece que não possuem graduação universitária e têm uma qualidade de vida melhor que as pessoas formadas? A questão é que não seguimos nossos desejos e não buscamos entender nossos talentos, deixando nos levar pela tirania do senso comum que cria uma linearidade de pensamento. Infelizmente, a sociedade desperdiça vários talentos criando a falsa ideia que para vencer na vida é necessário ter uma educação sequencial e mecânica. O crescimento da sociedade se faz com diversidade e com pessoas que buscam realizar seus sonhos. Essas pessoas trabalham com paixão e sentimento. Não trabalham olhando para o relógio para ver quanto tempo falta para irem embora. Temos que criar um novo modelo de identificar talentos eliminando os paradigmas do século passado. Ainda existem recrutadores que eliminam candidatos por não terem curso universitário ou MBA. Entretanto, para iniciar o processo de mudança temos que fazer uma revolução no ensino, transformando a ideia de formação linear em orgânica. Afinal, o mundo é orgânico.

    Recomendo assistir os vídeos de Sir Ken Robinson.

  • Inovação é uma responsabilidade de toda organização

    Existe um paradigma que a inovação nas empresas está ligada a área de desenvolvimento de produtos. Talvez, no passado isso tenha sido uma realidade. Atualmente, todas as áreas da empresa tem a responsabilidade de buscar inovação em seus processos e serviços. Criar um novo processo de recrutamento e seleção de pessoal pode ser uma inovação. Desenvolver novos procedimentos de assistência técnica no pós-venda pode ser uma inovação associado com redução de custos. O primeiro passo é a empresa definir o que é necessário mudar para atingir seus objetivos de negócios. A partir dessa definição buscar meios para executar.

    Tipicamente, a primeira iniciativa de inovação nas empresas é a conscientização de seus funcionários da necessidade de inovar. Para isso, deve-se criar um agente que motive e tire os funcionários da sua zona de conforto. O velho chavão “você recebe para executar e não para pensar” já não vale mais para o cenário de negócios globalizado que vivemos.

    Depois da conscientização dos funcionários a empresa deve criar processos que motive e estruture as ideias de inovação. Sempre que receber uma nova ideia a empresa deve ser rápida para analisar e dar o feedback para o funcionário. Se a ideia for aprovada, deve-se iniciar o mais rápido possível o desenvolvimento do projeto de inovação.

    Minha sugestão é forçar que executivos seniores e média gerencia tenham métricas e objetivos associados ao bônus anual de projetos de inovação. Essa é uma maneira de criar um certo desconforto e motivar a busca pela inovação.

    Veja o vídeo da HSM com uma entrevista com José Claudio C. Terra, feita pela jornalista Patricia Buneker que aborda alguns aspectos interessantes sobre inovação.

  • TI do BB investe menos de 5% em Inovação

    Anderson Itaborahy, gerente executivo de governança de TI do Banco do Brasil, comentou na sua palestra no CA World Expo 2012 que menos de 5% do budget de TI de projetos são utilizados para inovação. Mais da metade do budget é destinado a manutenção de sistemas e adequação dos sistemas a novas leis e regulamentações.

    Infelizmente, esse é o cenário da maioria das organizações de TI, as exceções são os grandes bancos comerciais privados que dependem da inovação para alavancar novos negócios e ganhar mercado.  O tempo dos responsáveis por TI é absorvido quase que totalmente por ações operacionais.

    Mesmo que dinheiro não seja o principal problema para a PRODESP, seu presidente Célio Bozola reconhece que o maior desafio é criar condições para inovar.  Na visão de Bozola, a PRODESP precisa desenvolver soluções para os cidadãos do Estado de São Paulo similares a dos bancos comerciais: “o cidadão deve acessar os serviços públicos de qualquer lugar como hoje acontece com os bancos”.

    A surpresa foi os comentários de Nelson Cardoso, CIO da Petrobrás Distribuidora, sobre as iniciativas da empresa de criar um modelo de postos de serviços do futuro já para a Copa do Mundo. Os postos de serviços terão equipamentos interativos em vários idiomas para auxiliar os torcedores e turistas na localização de serviços próximos aos postos. Terão serviços de abastecimento de energia para carros elétricos entre outros.

     

  • Os benefícios da nova lei trabalhista para a TI

    As mudanças nas modalidades de contratação do setor de serviços, em elaboração pelo governo, deve favorecer as empresas prestadoras de serviços de TI. A maioria das empresas de TI trabalham por projetos que requerem profissionais especializados para a execução de tarefas especificas e por tempo limitado. Normalmente, esses profissionais são contratados como pessoa jurídica (PJ) que segue toda a burocracia de uma empresa brasileira para operar, incluindo toda a cadeia de impostos. As mudanças permitirão que as empresas contratem um empregado que só vai receber quando for chamado para alguma atividade. O recolhimento dos tributos pela empresa e empregado serão proporcionais as horas trabalhadas. Desta forma, os profissionais de TI não precisarão mais ter empresas jurídicas (pessoais) para prestar serviço em projetos.

    A flexibilização da CLT está inserida dentro do programa Plano Brasil Maior que prevê incentivos e simplificação dos processos burocráticos. Só para se ter uma ideia do peso da burocracia, um levantamento realizado pela PwC mostrou que em média uma empresa consume 2.600 horas para pagar a carga tributária.

    O governo também estuda medidas de estímulo a exportações de serviços. O setor de TI tem um compromisso de exportar até 2020 cerca de US$20 bilhões. Para atingir essa posição, os negócios de offshore teriam de registrar um crescimento de mais de seis vezes no próximos oito anos. Alcançar essa meta exigiria um contingente de mão de obra de aproximadamente 750 mil profissionais, o que é um dos grandes desafios do País.