Autor: Eduardo Fagundes

  • Gestão do consumo da energia: um desafio para os usuários de TIC

    A Internet gerou uma revolução nas comunicações transformando a forma como os consumidores interagem com outras pessoas, empresas e governos. O próximo desafio será colocar nas mãos dos consumidores o controle eficiente do seu consumo de energia. Os usuários de TI e telecomunicações (TIC) podem oferecer uma forte contribuição para a redução do consumo de energia e optando pelo uso de energias renováveis. O Greenpeace acompanha algumas empresas de TIC que desenvolvem projetos significativos para o uso eficiente de energia que impactam na redução da emissão de gases do efeito estufa (GHG) e das mudanças climáticas. Certamente, estar no Leaderboard do Greenpeace traz uma enorme reputação para as empresas. Na quinta versão do relatório do Greenpeace liberado em fevereiro de 2012 vale os seguintes destaques:

    • Cisco, Ericsson, Fujitsu se destacaram nos critérios de fornecimento de informações para os estudos de caso detalhando como suas tecnologias geram reduções significativas das emissões;
    • A Softbank se destacou com declarações fortes e esforços para tirar o Japão da dependência da energia nuclear pós-Fukushima.
    • Google, Cisco e Dell se destacaram por usar mais de 20% de energias renováveis ​​a nível global em suas infraestruturas.

    Download do relatório do Greenpeace.

  • Facebook investiu US$660M em 2011 no seu novo data center

    Fazendo uma análise nos documentos que a empresa Facebook entregou para a Comissão Valores Imobiliários dos EUA (SEC – Securities and Exchange Commission) para fazer o seu IPO, observa-se o aumento dos gastos na sua infraestrutura de data centers.

    As despesas da Facebook saltaram de US$223M em 2009, para US$493M em 2010 para US$860M em 2011, respectivamente. A Facebook alega que o aumentou é em decorrência de sua mudança de estratégia de gestão de data centers e de sua rápida expansão.

    As despesas dos data center incluem as instalações, depreciação dos servidores, aluguel de equipamento, custos de energia e telecomunicações, custos de manutenção, salários dos empregados, benefícios e bônus em ações da companhia.

    O investimento da Facebook na sua infraestrutura de data center, incluindo os custos de servidores, equipamentos de armazenamento de dados e rede, e a própria construção do data center foi de US$606M em 2011.

    Esse custo reflete a mudança de sua estratégia na gestão dos data center. A nova abordagem está se mostrando mais econômica do que alugar espaço em data centers de terceiros e na utilização de servidores padrão da indústria. A Facebook utiliza uma arquitetura de servidores exclusiva para suas operações.

    A Facebook tem data centers em Prineville, Oregon e na Carolina do Norte. Anunciou planos para construir um data center na Suécia em outubro de 2011.

  • Reduzindo custos de Service Desk

    Um PC pode custar mais de quatro vezes o seu valor de aquisição por ano em um horizonte de quatro anos. Entretanto, estudos mostram que se o ambiente do PC for controlado o gasto é reduzido em mais de 40%. Esse controle pode ser realizado com o bloqueio das funções de configuração do PC ou através da virtualização da infraestrutura dos desktops (VDI – virtual desktop infrastructure). A eficácia do primeiro modelo é limitada, pois é necessário manter uma estrutura tradicional de Service Desk, distribuição de software e procedimentos individuais de backup de dados. O segundo modelo é mais eficaz por manter todos os dados e software centralizados, permitindo o backup de dados, configuração dos ambientes e suporte a partir de um único ponto.

    Reduzir o custo de gerenciamento dos PCs é um dos maiores desafios da área de Service Desk e infraestrutura. O modelo de bloquear os parâmetros de configuração e download de softwares reduz a flexibilidade dos usuários de ajustar o ambiente de seu equipamento às suas necessidades de trabalho e, consequentemente, sua produtividade. Por outro lado, deixar o controle total para o usuário implica em aumentar os custos da Service Desk. Encontrar o ponto de equilíbrio não é uma questão fácil e pode gerar atritos entre os usuários e o pessoal de TI. Esse modelo mantém todos os softwares e dados no PC do usuário, permanecendo a necessidade de suporte remoto, distribuição de software e backup remoto.

    Uma alternativa é o VDI, concentrando todos os softwares e dados em servidores centralizados acessados através de redes corporativas ou conexões seguras de Internet. Nesse modelo é gerado uma ou mais configurações de máquinas virtuais no servidor e os usuários são associados a uma dessas configurações. As máquinas virtuais são acessadas a partir de um software cliente instalado no equipamento remoto que pode ser um thin client, um desktop, um notebook ou um tablet PC, com diferentes sistemas operacionais e versões.

    A partir de uma console central é possível executar manutenções e implantar políticas de segurança em todas as máquinas virtuais de uma só vez. Outra vantagem do VDI é a facilidade de migração de versão de sistema operacional nos PCs remotos e manter aplicações legadas em antigas versões. Os backups dos dados são realizados de forma centralizada, aumentando a produtividade dos usuários e trazendo mais segurança às informações corporativas. Caso o usuário queira trabalhar off-line é possível fazer o download da sua máquina virtual para o seu PC e depois sincronizar com a do servidor.

  • Um projeto de TI tem mais chances de falhar do que ter sucesso

    É mais provável que o seu projeto de TI falhe do tenha sucesso do ponto de vista dos usuários. O sucesso pode ser medido de forma quantitativa de resultados esperados, tais como redução do orçamento de pessoal, redução do tempo de entrega de produtos ou redução de multas tributárias e trabalhistas. Entretanto, se o resultado for medido por pesquisa de satisfação dos usuários é provável que o resultado seja um desastre.

    Várias pesquisas apontam a insatisfação dos usuários pelos novos sistemas implantados. Algumas pesquisa mostram que 7 entre 10 projetos de TI falham na percepção dos usuários. Quando maior for o projeto de TI maiores são as chances de fracasso.

    Em 1995 uma pesquisa do Standish Group mostrava que 31,1% dos projetos de TI eram cancelados antes de serem concluídos e apenas 16,2% dos projetos de software eram concluídos dentro do prazo e orçamento.

    Diante dessas estatísticas foram desenvolvidos metodologias e software de gerenciamento de projetos para minimizar os riscos de falha dos sistemas.

    O RUP (Rational Unified Process) é um dos mais famosos processos de engenharia de software, criada pela Rational Software Corporation e, posteriormente, adquirida pela IBM. O RUP usa a abordagem de orientação por objetos e utiliza a notação UML (Unified Modeling Language) para mostrar os projetos em ação. O RUP é indicado para grandes projetos. A gestão de projetos recomendada pelo RUP é disciplinada, envolve tarefas e responsabilidades dentro de uma organização de desenvolvimento de software.

    Existem outros métodos de desenvolvimento como os métodos ágeis com o XP-Extreme Programming, Scrum, FDD e outros.

    Esses métodos ajudam a entregar projetos de software dentro dos requisitos acordados e dentro de prazos e orçamentos. Ou seja, do ponto de vista de resultados empresariais a metodologia assegura o sucesso. Entretanto, não garante a satisfação dos usuários.

    A satisfação dos usuários é atingida se houver uma forte cooperação de todos nas definições das funcionalidades do software e da participação efetiva dos usuários na implantação.

    Concluindo, o sucesso de implantação de software depende de um processo estruturado de desenvolvimento e da forte interação de todos os envolvidos nos processos que serão afetados.