Autor: Eduardo Fagundes

  • Inovação é um atributo essencial no perfil do analista de negócios

    A principal responsabilidade de um analista de negócios é prospectar oportunidades para o crescimento dos negócios alinhado com a estratégia da empresa, considerando os impactos sociais e ambientais. Ele deve ter postura proativa, desenvolver sua própria rede de contatos, fazer análise das indústrias, avaliar oportunidades de aquisições e elaborar planos de negócios. Para executar essas funções, o profissional deve ter conhecimentos em finanças, administração, tecnologia, recursos humanos, gestão de projetos e técnicas de inovação. Os cursos de MBA desenvolvem todas essas habilidades e preparam os profissionais para a função. Dentre os atributos, destaco a inovação que requer a capacidade de relacionar todos os conhecimentos requeridos para a função.

    A inovação é chave para o crescimento das empresas, pois é a partir de uma metodologia aplicada que se consegue reunir o conhecimento de vários especialistas da empresa para convergir para um projeto de inovação. A complexidade dos negócios exige o trabalho em equipe e a aquisição de soluções externas para combinar com as ideias de inovação internas.

    A forte competitividade global, o rápido avanço da tecnologia e dos comportamentos sociais, além das fortes pressões ambientais, faz com que o atributo de inovação seja o mais valorizado nos analistas de negócios. É ele que a partir de técnicas de inovação consegue criar sinergia nas diferentes áreas da empresa para buscar soluções que aumentem a competitividade da empresa, maior satisfação dos clientes, novos processos de produção, redução de custos, maior satisfação dos empregados e atender as expectativas de proteção ambiental dos clientes e investidores.

    Tamanha é a importância da inovação nas empresas que os analistas de negócios são vistos como agentes de inovação. Desta forma, os candidatos a agentes de inovação devem aperfeiçoar suas habilidades em técnicas de inovação e estarem atentos ao mundo dos negócios em geral. Uma solução inovadora em uma determinada indústria pode ser adaptada para outra. Um bom exemplo, é a adaptação do processo de abastecimento de combustível dos carros de Formula 1 para o abastecimento de aviões. O CEO de uma empresa aérea assistindo uma corrida de carros teve o insight que poderia reduzir o tempo dos aviões em solo se adotasse o mesmo procedimento de abastecimento das corridas.

    Uma variante dos analistas de negócios é a função dentro do contexto da TI. Esse profissional trabalha no desenvolvimento de aplicações, gestão de serviços de TI e atua como facilitador entre a TI e as áreas de negócios. Da mesma forma, esses profissionais precisam desenvolver suas habilidades em técnicas de inovação para agregar valor nos projetos que desenvolvem.

    Resumindo, desenvolver as habilidades em inovação é essencial para o bom desempenho das funções de analista de negócios, incluindo nas áreas de TI, para agregar valor aos novos negócios das empresas.

  • Representantes de Vendas de TI, Inovação, BYOD e Cloud Computing

    Empresas de software em ambiente Cloud Computing trabalham com margens de lucros pequenas e devem compensar com grandes volumes de vendas. A adoção de BYOD (Bring You Own Device) pelas empresas, que deixam de comprar computadores e smartphones, reduz a venda de equipamentos e serviços associados. Esse novo cenário requer uma transformação radical nas abordagens de vendas. Os custos de manter representantes de vendas com apenas o portfólio de produtos da empresa fica inviável. Os profissionais de vendas devem se transformar em agentes de inovação e ter um portfólio de soluções abrangente, incluindo soluções de outras empresas. O novo perfil profissional deve incluir técnicas para identificar oportunidades de inovação nos clientes e ter a capacidade de integrar soluções que tragam resultados de negócios.

    Veja o cenário dos ERPs em ambientes Could Computing.  Atualmente, contratar um ERP na “nuvem” com as funções essenciais para a gestão integrada de uma pequena e média empresa (PME) pode custar menos que uma equipe e infraestrutura de TI na organização. Esse novo cenário transfere para as áreas de negócios as funções da área de TI. Nas PMEs, as funções de gerente de TI serão incorporadas a um gerente de negócios. Isso quebra a tradicional relação entre representantes de vendas de TI e o gerente especialista em TI, alterando profundamente a forma de abordagem de vendas das empresas de TI. A solução é transformar os representantes de vendas em agentes de inovação.

    O governo brasileiro tem avançado na informatização e adotado cada vez mais a troca eletrônica de dados (EDI – Electronic Data Exchange). Nosso complexo cenário tributário torna quase impossível manter a conformidade com as leis sem um ERP. As pesadas multas justificam o investimento em sistemas de gestão integrado na empresa.

    A concorrência e a facilidade de contratação de ERPs em ambiente Cloud Computing fizeram os preços despencarem. Grandes fornecedores de ERPs (SAP, Totovs, Microsoft e outros) desenvolveram soluções para Cloud Computing para as PMEs com valores bastante atrativos. Ficou para trás aquela visão de que um ERP de um grande fornecedor é caro e complexo demais para a uma empresa de pequeno ou médio porte.

    Os softwares de produtividade de escritórios (processador de texto, planilhas, apresentações, etc.) também estão na “nuvem”, com preços muito reduzidos incluindo a hospedagem dos arquivos. A adoção cada vez maior do BYOD (Bring You Own Device, Traga seu próprio equipamento) por parte das empresas vem trazendo mais produtividade e balanceamento na qualidade de vida das pessoas, principalmente dos jovens da geração Y que usam smartphones e computadores como uma extensão de suas vidas. Esse cenário reduz as vendas de computadores para as empresas e serviços de outsourcing de equipamentos.

    Sumarizando, os profissionais de vendas devem se qualificar em técnicas e metodologias de inovação para aplicar nos clientes na busca de novas oportunidades de negócios. Devem manter um amplo portfólio de soluções para integrar soluções inovadoras para seus clientes. Não necessariamente esses profissionais devem estar associados a uma única empresa. Para as empresas de software é uma oportunidade de terceirizar sua área de vendas através dos agentes de inovação, reduzindo seus custos em vendas e aumentando sua área de atuação.

  • Qual o nível do seu Quociente de Internet?

    Qual é o nível de maturidade da sua organização para trabalhar com os negócios digitais? Desenvolver um ambiente organizacional sintonizado com as práticas de e-business é importante para ter condições de criar produtos e serviços disruptivos. Existem quatro atributos importantes para quem deseja ser competitivo no mercado digital: liderança, governança, competências e tecnologia. Com esses atributos é possível desenvolver projetos que agreguem valor ao negócio. As iniciativas ou projetos podem ser classificados em quatro quadrantes, dois de eficiência e dois de valor de e-business.

     

    O quadrante de fundamentações novas desenvolve iniciativas táticas não crítica. Por exemplo, desenvolver um blog de especialistas internos para publicar informações de interesse para todos os funcionários ou para determinadas áreas, como um blog para publicar e tirar dúvidas sobre tributos, orientado a gerentes de projetos de diversas áreas de negócio.

    O quadrante de experimentação racional desenvolve iniciativas de baixo impacto para a organização, porém com potencial para se tornar uma estratégica importante para a empresa. Os projetos nesse quadrante tem o objetivo de testar o mercado e colher informações para aperfeiçoar produtos e serviços.

    O quadrante de estratégias marcantes são as iniciativas que realmente fazem a diferença nas organizações. Por exemplo, o modelo de negócio do Buscapé.com.br no Brasil, um site de comparação de preços na Internet. Sua plataforma tecnológica e modelo de negócio tornou o site uma referência no comércio eletrônico.

    O quadrante de excelência operacional são as inciativas que tornam a organização eficiente. Por exemplo, o uso de um ERP (sistema integrado de gestão) que integra todas as informações dos processos de negócio da organização, oferecendo uma visão integrada do negócio.

    No vídeo é apresentado um questionário para pontuar o nível do quociente de Internet da sua organização. No final você consegue avaliar qual o nível de maturidade da sua organização e identificar os pontos que devem ser melhorados.

  • Criando uma estratégia para o crescimento

    As empresas devem conhecer seu gap de crescimento para planejar suas iniciativas por um período de pelo menos três anos. O ideal é planejar para 5, 10, 15, 20 e 30 anos. Parece muito? Não é. É a partir desse planejamento é que você direciona suas ações. Procure imaginar como será sua empresa em 2020. Nesse ano a maior parte da população brasileira será economicamente ativa, o bônus demográfico, com isso muito mais pessoas estarão comprando, praticamente, qualquer tipo de produto. Sua empresa estará preparada?

    O primeiro passo é para tornar viável sua empresa no tempo é atingir a excelência na gestão. Desenvolver habilidades para desenvolver novos negócios, operá-los e se desfazer de negócios pouco rentáveis ou em declínio. Sua empresa tem que adquirir o direito de inovar e para isso ela precisa ser bem gerida.

    O segundo passo é planejar o crescimento. Defina qual a receita você deseja ter daqui a cinco anos. Projete as receitas com seus produtos atuais para daqui a cinco anos. Some as receitas adjacentes, aquelas que sua empresa conseguirá com novos mercados ou outras iniciativas com a linha de produtos atuais. Planeje novas iniciativas baseadas em inovação. Depois subtraia a soma das receitas planejadas com a sua meta de receita (objetivo desafiador) para o quinto ano. A diferença é o seu gap de crescimento.

    Para neutralizar o gap de crescimento você deve desenvolver tantas iniciativas forem necessárias, considerando uma taxa de sucesso para cada uma delas.

    Para definir as iniciativas de inovação é necessário estabelecer algumas metas e limitações em várias dimensões.

    Por último, você definir a quantidade e qualidade dos recursos alocados para executar sua estratégia.