Autor: Eduardo Fagundes

  • Brasil-ID: Agora o RFID para logística emplaca

    Agora a tecnologia RFID para a área de logística emplaca no Brasil. Em uma iniciativa conjunta o Ministério da Ciência e Tecnologia, Receita Federal, Secretarias de Fazenda estaduais e a Fundação Wernher Von Braun criou-se o Sistema Nacional de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias (www.brasil-id.org.br). O sistema utiliza a tecnologia RFID (identificação por radiofreqüência) e outras tecnologias de comunicação sem-fio. O sistema permite a identificação e rastreamento de mercadorias a distância. Serão instaladas tags RFID nos produtos ou embalagens no momento do despacho das mercadorias. Através de sensores localizados próximos aos postos de fiscalização serão lidas as informações das mercadorias e transmitidas para o posto. Com isso, antecipadamente os fiscais saberão que um caminhão está chegando com as mercadorias e poderão decidir quais os procedimentos de fiscalização que irão adotar. Para o governo, uma das vantagens é a agilidade nos processos de auditoria e fiscalização de tributos, mercadorias e prestação de serviços. Para as empresas, o projeto deve reduzir os custos e melhorar os processos de produção, armazenagem, distribuição e logística.

    Logística com RFID

    A tecnologia de RFID já está madura e é utilizada em centenas de aplicações há muitos anos. No Brasil, houve várias iniciativas para implantá-la em larga escala na área de logística, porém sempre esbarrava na questão de custos. Como não existiam projetos que gerassem grandes demandas não havia possibilidade de redução de preços por escala. Com esse projeto liderado pelo governo e pela Receita Federal e Secretarias de Fazenda o projeto deve ser implantado em escala nacional com grandes volumes de equipamentos e tags, o que deve gerar uma queda nos custos.

    Essa iniciativa vem a consolida a sofisticação dos instrumentos da Receita Federal de fiscalização baseados em alta tecnologia. Agora não tem jeito, as empresas terão que adotar a tecnologia assim com tiveram que adotar o SPED e a e-NF, só para citar iniciativas do governo mais recentes. Como não tem jeito, as empresas devem encontrar formas de se beneficiar com a tecnologia RFID.

  • Web Apps

    Estou escrevendo este post através do Microsoft Word Web App. Para as funções básicas de edição as duas principais aplicações disponíveis na web (Google Apps e Office Web Apps) são suficientes. As vantagens que vejo em editar através da web é a flexibilidade de uso de computadores diferentes, a edição em grupo, armazenagem na nuvem e é grátis.  As principais funções de uma aplicação de edição são: fontes; bullets e tabelas; inserção e manipulação de fotos; inserção de gráficos de outras ferramenta; cabeçalhos e rodapés; ortografia, gramática e contagem de palavras; e, impressão. Podemos questionar a segurança e a privacidade: Será que alguém está olhando o que estou escrevendo, mesmo para fins estatísticos? Temos que confiar na reputação e seriedade das empresas que oferecem o serviço.

    A Microsoft e a Google oferecem uma suíte completa de ferramentas na web com acesso gratuito. No caso da Microsoft é uma típica estratégica de freemium, ou seja, use a versão gratuita para o básico e compre a versão Premium para atividades mais sofisticadas. Para o Google isso é parte de sua estratégia de oferecer ferramentas úteis de graça.

    Aplicações na Web de Edição de Texto

    Comparando as duas ferramentas de edição considero a da Google com mais funcionalidades. Na ferramenta da Microsoft inexplicavelmente falta a inserção de cabeçalho e rodapé, funcionalidade importante para qualquer edição tanto escolar como profissional. A edição de fórmulas é uma outra função interessante do Google Apps. A vantagem da ferramenta da Microsoft é que o design e a navegação são iguais a versão instalada e local do MS-Word, o que facilita o uso. Quando se adquire a versão do MS-Office 2010 você orientado a instalar a versão web.

    Temos que ir nos acostumando as versões de software na nuvem, pois em pouco tempo será o nosso dia a dia. As questões de segurança devem ser discutidas e as empresas devem transmitir confiança aos usuários. Alias, a confiança nos serviços é e será o principal diferencial dos fornecedores de aplicações na nuvem.

  • Planos do setor de TIC no Brasil para 2020

    O setor de TIC tem um déficit de 71 mil profissionais no Brasil e esse déficit chegará a 200 mil em 2013. O mercado de TIC é formado por 94% de micro empresas, 5% de médias empresas e apenas 1% de grandes empresas. Cerca de 50% das empresas não ultrapassam 5 anos de vida. O mercado de TIC movimenta 3,5% do PIB, contra 8,3% da média do PIB de outros países. Existe um esforço do setor de TIC para elevar a participação do PIB para 5,3% até 2020 em um cenário de transformação do setor com a introdução de novas tecnologias: computação em nuvem, virtualização, aplicações móveis e redes sociais. Para atingir esse objetivo será necessário criar mais de 750 mil postos de trabalho até 2020. Para a meta de crescer de US$3 bilhões para US$20 bilhões em exportações serão necessários 300 mil novos profissionais, considerando que para cada US$1 bilhão exportado é necessário 20 mil profissionais. O mercado interno necessitará captar mais 450 mil profissionais. Para enfrentar esses desafios é necessário um esforço conjunto entre a sociedade, à classe empresarial e o governo. Devem ser criadas ações de incentivo para qualificação de profissionais, ações para garantir o desenvolvimento de novas empresas e simplificação e isenção tributária. Entidades do setor de TIC no Brasil estão articulando ações para junto com o Governo implantar ações de transformação e crescimento do setor, tais como Softex, SUCESU, ABES, BRASSCOM e ASSEPRO.

  • O Android e a fragmentação do hardware

    Existe uma discussão sobre a compatibilidade e desempenho das aplicações Android em diferentes hardwares. O desempenho de um sistema operacional e de suas aplicações está intimamente relacionado com a configuração de hardware. Vários fabricantes de hardware estão adotando o Android da Google como sistema operacional nativo, porém a fragmentação do hardware pode gerar inconvenientes para os usuários. Existem exemplos de incompatibilidade e desempenhos em diferentes equipamentos de um mesmo fabricante. Por exemplo, tenho um Blackberry Curve 8310 que não executa várias aplicações dos novos modelos. Alguns programadores de Android comentam que a Google não possui uma coordenação forte para garantir que os hardwares dos fabricantes sejam totalmente compatíveis entre si. Isso cria um potencial problema para o crescimento do mercado de aplicativos Android, inclusive a evasão dos programadores para a plataforma da Apple – iOS – que tem uma rígida política de hardware.