Autor: Eduardo Fagundes

  • Ferramenta de configuração de ambientes cloud computing

    Assisti a apresentação da ferramenta da Onapp (www.onapp.com) para configuração de ambientes para cloud computing. O software conta com as funções essenciais para a implantação de VMs (virtual machines), incluindo gerenciamento de armazenagem e hypervisor, failover automático e sistema de bilhetagem. O software suporta ambientes Linux e Windows. É possível a configuração de vários templates para acelerar a criação dos ambientes. A onapp está iniciando a comercialização do software no Brasil.

    Apesar de a solução ser orientada para provedores de hospedagem existem oportunidades para grandes datacenters de empresas.  A grande vantagem é a simplicidade do gerenciamento dos recursos através de painéis de controles muito simples e configuráveis. Acredito que esse tipo de software também será incorporado aos grandes datacenters.

  • Como aprovar projetos de TI na disputa com projetos de negócios

    O segundo semestre de cada ano é palco de discussões sobre planejamento de investimentos (CAPEX) e despesas operacionais (OPEX) para o próximo ano. O pessoal de finanças define o tamanho do orçamento e as áreas operacionais trabalham para alcançar o objetivo. A competição interna para investimentos é acirrada onde cada área da organização procura reservar seu quinhão para implantar os projetos que entendem serem melhor para a organização. Invariavelmente, os desejos são muito maiores que os recursos planejados por finanças. Assim começa a discussão de prioridades e retorno do investimento. Nos debates entram questões de retorno de investimento tangíveis e intangíveis. Nessas discussões entra a agenda de TI com necessidades de atualização de versões de software e hardware, projetos de segurança e melhorias de serviços. Muitos projetos de TI possuem retornos intangíveis que só o pessoal de TI consegue enxergar. No confronto com outros projetos da empresa, com justificativas insuficientes, muitos projetos de TI são adiados e as indesejáveis consequências aparecem meses depois prejudicando os objetivos empresariais e ofuscando a imagem da TI. O fator de sucesso para aprovação de projetos é a forma de como apresentar as justificativas.

    O CIO deve elaborar uma estratégia para apresentar as justificativas dos projetos de forma a sensibilizar a audiência. As justificativas de projetos com retornos de investimentos tangíveis e que reduzem diretamente o budget são fáceis de justificar. O desafio está nos projetos onde implicam em aumento de despesas para melhorar os serviços.

    Uma sugestão é a utilizar a estratégia do storytelling, ou seja, contar fatos de forma romanceada colocando como personagens alguns membros da diretoria e outros formadores de opinião. A técnica do storytelling é interessante porque prende a atenção da audiência e coloca todos no contexto da situação de forma emocional. Isso ajuda a vencer o desafio da falta de paciência da diretoria de escutar o pessoal de TI.

    Outra sugestão é classificar a apresentação dos projetos de TI por objetivos de negócios. Por exemplo, se um dos objetivos da empresa é melhorar o atendimento ao cliente associe seu projeto de TI a esse objetivo. Avalie a possibilidade de montar uma matriz de relacionamento entre os objetivos da empresa e os projetos de TI. Isso é interessante porque muitos projetos de TI são multidisciplinares.

    Na fase de planejamento procure envolver e negociar os projetos e, principalmente, valores com os diretores das áreas de negócio e os formadores de opinião. As negociações ficam melhores se incluir casos de sucessos que possam dar prestigio ao diretor da área de negócio e dando a impressão que foi ele que desenvolveu a ideia.

    Quando maior o envolvimento das pessoas da organização na elaboração dos projetos de TI melhores serão as chances de aprovação dos projetos. O desenvolvimento de workshops com especialistas externos e internos produzem excelentes resultados. A intensa troca de informações e geração de ideias inovadoras, desperta o interesse das pessoas de querer ver as ideias implantadas.

    Concluindo, a aprovação de projetos de TI requer uma forte estratégia de convencimento prévio e técnicas de apresentação baseadas na sensibilização da audiência. Gaste mais tempo no desenvolvimento de um storytelling do que na elaboração de slides de PowerPoint.

  • Cenário Prospectivo de uma cidade de São Paulo melhor em 2040

    Hoje participei do Seminário Internacional SP 2040 que teve o objetivo de compartilhar os trabalhos preliminares sobre o cenário proposto para a cidade de São Paulo em 2040. Essa iniciativa pretende definir a estratégia e as iniciativas para os próximos 30 anos para tornar a cidade de São Paulo um lugar melhor para se viver. O título do projeto é SP 2040 a Cidade que queremos.

    O seminário contou com personalidades importantes, como o Prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e o vice-governador de São Paulo Afif Domingos. A iniciativa do projeto é do Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Luiz Bucalem. O projeto é liderado pela Universidade de São Paulo representada pelo Prof. James Wright, que apesar do nome é paulistano. O projeto conta com especialistas internacionais que desenvolvem projetos similares em outras metrópoles. Participaram no seminário: Michael Enright, consultor dos planos estratégicos de Hong Kong e Shanghai; Alfonso Vegara, presidente da Fundación Metrópoli de Madrid; Robert Yaro, presidente da Regional Plan Association of New York e Greg Clark, consultor em estratégicas de cidades do Banco Mundial.

    Preliminarmente, foram consultados 250 especialistas para definir as principais características do cenário da cidade em 2040. Entre as características citadas estão: desenvolver a cidade para ser empreendedora; ter pessoas capacitadas para atuar nos negócios; ter habitação digna próxima do trabalho; ter mobilidade para chegar ao trabalho em até 30 minutos; ter parques próximos as casas com acesso em até 15 minutos caminhando; a cidade deve lazer e cultura de qualidade; entre outros. A população da cidade de São Paulo será de aproximadamente 12,5 milhões em 2040.

    Esse seminário abre a consulta pública sobre as características listadas pelos especialistas para que os cidadãos possam contribuir com o cenário da cidade em 2040. A interação com a população pode ser realizada através do site www.sp2040.net.br.

    As apresentações dos especialistas internacionais reforçaram a necessidade do planejamento de longo prazo e os benefícios que traz para a comunidade.

    O método Delphi foi adotado para capturar as impressões dos especialistas através de sua versão na web, WebDelphi. Esse método procura a efetiva utilização do julgamento intuitivo, com base nas opiniões de especialistas, que são refinadas em um processo interativo e repetitivo algumas vezes até se alcançar o consenso interdisciplinar e correspondente à redução da opinião individual, idiossincrasias e respostas não qualificadas. A primeira rodada é não-estruturada, onde os especialistas tem relativa liberdade para elaborar as questões relevantes do tema discutido. O questionário é consolidado pelo facilitador, de modo a associar escalas qualitativas ou quantitativas às questões, e então submetê-lo a uma sequência de rodadas.

    A cada rodada, os facilitadores contabilizam as respostas, apresentam os resultados parciais, sob o formato de descritores estatísticos simples: média, mediana, variância ou desvio padrão. Depois é solicitado a cada especialista que reveja sua opinião com base no relatório estatístico.  Esse ciclo se completa quando o processo se torna estável.

    As opiniões discordantes apresentadas por alguns dos participantes também são relevantes, pois podem trazer informações importantes.

    Essa iniciativa da prefeitura de São Paulo reforça a necessidade de planejamento de longo prazo e evidencia a importância das ferramentas de desenvolvimento de cenários prospectivos.

  • Outdoor opera com energia eólica e solar

    Um painel da empresa japonesa Ricoh Company de três metros de altura e doze de largura foi instalado em Londres utilizando energia eólica e solar. São 96 painéis solares e cinco turbinas eólicas individuais gerando energia.  A iluminação do painel depende da energia que foi armazenada ou gerada. A Ricoh já instalou um painel de energia solar na Times Square, em Nova York (EUA). Em 2011 instalou mais duas placas, uma solar em Sidney, na Austrália e esta com as duas fontes de energia.

    A iniciativa faz parte do projeto da empresa em gerar energias alternativas. Ao longo dos anos, várias ações foram introduzidas para que o Grupo Ricoh alcance sua meta de reduzir seu impacto ambiental em 87,5%, em relação aos níveis de 2000, até 2050.

    Se por um lado a empresa adota uma política correta de conservação de energia na divulgação de sua marca, por outro lado avança na poluição visual do meio ambiente. Felizmente, a cidade de São Paulo adotou uma política de restrição a poluição visual e devemos, se a regulamentação continuar, ficar sem essa inovação tecnológica.