Autor: Eduardo Fagundes

  • A Apple aprendeu com Steve Jobs?

    A grande dúvida é o que acontecerá com a Apple com o afastamento de Steve Jobs do dia-a-dia da empresa. Com o retorno de Jobs para a Apple, empresa que fundou e se afastou por pressão dos acionistas, a empresa se tornou a mais valiosa do mundo. A Apple não vende produtos, a Apple vende desejo, satisfação, sonho. A partir dessa conquista, a concorrência ficou neutralizada. Existem produtos melhores que o iPad, o iPhone e os Macs. Mas os consumidores continuam comprando Apple, que está acima de produtos.

    A dúvida é como será o futuro da Apple sem a genialidade de Jobs. Genialidade quando a NexT comprou a Apple e fez parecer que a Apple é que tinha comprado. Genialidade quando a Pixar comprou a Disney e fez parecer que tinha sido comprada. Em ambos os casos, Jobs substituiu os diretores chaves das empresas que “compraram” a Pixar e a NexT por pessoas de sua confiança. Os diretores dos parques temáticos da Disney são da Pixar, por exemplo.

    A dúvida é quem terá o insight de vender músicas por US$0,99 quando todos baixavam música de graça e o negócio se tornou bilionário. Quem brigará com Adobe e tomar a decisão de não suportar o Adobe Flash nos iPads, apostando as fichas no HTML 5.0.

    A dúvida é se a Apple absorveu o DNA de Steve Jobs em sua cultura organizacional. Será que os funcionários da Apple pensam, raciocinam, agem como Steve Jobs, incluindo suas características abobinavéis.  A questão é se a Apple se tornou Steve Jobs como organização. Só o futuro dirá.

    Acho que ninguém sente falta de Bill Gates, mas tenho certeza que sentiremos falta de Steve Jobs.

  • Novo data center da GE é LEED-Platinum.

    A General Electric inaugurou um novo data center de US$48 milhões para executar suas aplicações globais com todos os requisitos de uma instalação verde. A instalação recebeu o certificado LEED Platinum. Existem apenas 10 instalações LEED Platinum no mundo. A GE utiliza computadores desde 1954 quando adquiriu seu primeiro sistema comercial utilizando um UNIVAC. Os data centers consumem muita energia e é um desafio para as empresas buscarem mecanismos para reduzir o consumo dentro da visão de sustentabilidade ambiental.

    O novo data Center será utilizado por 27.000 funcionários em 100 países. Ele foi construído utilizando o conceito de computação de alta densidade e virtualização. Foi construído para suportar as operações da empresa nos próximos 25 anos. A construção iniciou em 2009 e utilizou 98% das paredes e piso de uma antiga fábrica. A instalação foi projetada para reduzir em 42% o consumo de água, eliminando inclusive o uso de água para paisagismo. Milhares de servidores estão acondicionados em 128 racks do tamanho de uma geladeira. Foram instalados mais de 100 quilômetros de cabos de energia e rede. O ambiente é refrigerado por dois chillers redundantes de 500 toneladas com dois tanques de 27.000 litros de água. Existem dois geradores que podem fornecer energia ininterrupta por 72 horas. O novo data center tem a metade do tamanho do anterior.

  • Lojas Americanas avança no lucro e na expansão de lojas

    As Lojas Americanas, publicou seus resultados do 1º semestre de 2011 no dia 4 agosto, mostrou um crescimento consolidado de 11,3% na receita líquida e de 20,1% no EBITDA. O lucro líquido foi de R$105,8 milhões. Anunciou também a inauguração de de mais 30 lojas.

    A empresa Lojas Americanas atua com uma estrutura de atendimento multicanal. Além da rede de lojas físicas, a Companhia atende  seus clientes com um amplo sortimento de produtos e serviços comercializados via internet, telefone, catálogos, TV e quiosques.

    A B2W – Companhia Global do Varejo, resultado da fusão entre Americanas.com e Submarino em 2006, possui um portfólio com as marcas Americanas.com, Submarino, Shoptime,  B2W Viagens,  Ingresso.com, Submarino Finance, BLOCKBUSTER® Online e MesaExpress.com.br, que oferecem mais de 35 categorias de produtos e serviços através dos canais de distribuição internet, televendas, catálogos, TV e quiosques. A participação da Lojas Americanas na B2W ao final do primeiro semestre de 2011 era de 58,87%. Merece destaque também a participação na Financeira Americanas Itaú (FAI), joint-venture com o Banco Itaú, responsável pela oferta de crédito e produtos financeiros aos clientes.

    Comparando com os resultados da loja virtual Amazon.com no mesmo período, os resultados percentuais das Lojas Americanas foram melhores. A Amazon.com teve um crescimento da receita no 1º semestre de 2011 comparado com o 1º semestre de 2010 de US$6,073 MM (US$19,770 MM em 1S2011, US$13,697 MM em 1S2010) seu custo operacional cresceu substancialmente de US$13,032 MM para US$19,247 MM, reduzindo a contribuição por ação de US$1,13 para US$0,87 na comparação dos períodos.

    Nos resultados apresentados pelas Lojas Americanas percebe-se de forma consistente a redução dos custos operacionais.

    No 1S11, as despesas com vendas, gerais e administrativas consolidadas totalizaram R$ 854,5 milhões, ou 18,2% da receita líquida (RL), contra R$ 782,6 milhões, ou 18,6% da RL, no 1S10. Na visão da controladora, as despesas com vendas, gerais e administrativas no 1S11 atingiram R$ 436,2 milhões, ou 16,3% da RL, uma redução de 0,9 p.p. (%RL) em relação ao 1S10.

    Entretanto, não existe notas explicativas sobre as ações que levam a redução das despesas operacionais. É de domínio público que em 26 de maio de 2011 que o Tribunal de Justiça (TJ-RJ) acatou o recurso proposto pelo Ministério Público (MP-RJ) para obriguar as Lojas Americanas a não negociar produtos pela Internet até a entrega de todas as mercadorias comercializadas desta forma. O MP propôs a Ação Civil Pública porque mais de 20 mil pessoas já haviam registrado queixas no site “Reclame aqui” e centenas delas, procurado a Instituição.

    Essa noticia pode sugerir que as ações de redução de custos não sejam sustentáveis e resultado de processos inovadores.

    A expansão da rede é um claro sinal que a empresa está investindo no Brasil, incluindo regiões que a empresa tem pouca participação local. Essa expansão é importante para marcar presença física nos mercados de grande crescimento.

    Para o período entre 2010 e 2013, planejamos a abertura de 400 novas lojas no Brasil.

    Atualmente, todas as lojas da Companhia estão localizadas em apenas 185 das mais de 5,5 mil cidades do país, o que demonstra a oportunidade que a Lojas Americanas tem para abrir lojas nas cidades mais distantes dos grandes centros urbanos.

    Essa expansão implica em aumentar as despesas com custos logísticos e que poderá inverter a curva descendente de custos. O relatório não mostra o impacto nas despesas operacionais com a expansão da rede de lojas. Não foi mencionado se para atender as novas localidades serão montados Centros de Distribuição para minimizar os custos de transporte.

    Outro ponto a ressaltar é que o relatório não faz nenhuma menção a projetos de sustentabilidade ambiental, embora as Lojas Americanas façam parte da carteira ICO2, Índice de Carbono Eficiente. Lojas de Varejo, físicas e virtuais, têm na sua cadeia logística o maior ofensor de emissão de gases de efeito estufa através das empresas que realizam o transporte de produtos. No futuro, a opção por empresas de transporte com caminhões menos poluidores pode representar um acréscimo nos custos operacionais.

    Receita Líquida
    No 1S11, a receita líquida consolidada atingiu R$ 4.690,3 milhões, crescimento de 11,3% em relação ao 1S10. O crescimento na visão controladora foi de 14,8%, em comparação ao 1S10;
    Receita Líquida “mesmas lojas”
    Crescimento na receita líquida “mesmas lojas” de 9% no primeiro semestre de 2011;
    Margem Bruta
    A margem bruta consolidada foi de 30,6% da receita líquida no 1S11, um crescimento de 0,6 p.p.. Na controladora, a margem bruta foi de 29,5% da receita líquida,  aumento de 1,0 p.p.;
    Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas
    As despesas com vendas, gerais e administrativas consolidadas foram de 18,2% da
    receita líquida no 1S11, uma  redução de  0,4 p.p. em relação aos 18,6% registrados no
    1S10. Na visão controladora, as despesas com vendas, gerais e administrativas foram de 16,3% da receita líquida no 1S11, uma redução de 0,9 p.p.;
    EBITDA
    O EBITDA consolidado atingiu R$ 579,5 milhões no 1S11, +20,1% em relação ao 1S10.
    Na controladora, atingiu  R$  351,6 milhões,  crescimento de  33,7% contra  o  1S10. A
    margem EBITDA consolidada foi de 12,4% da receita líquida no 1S11, um crescimento de 0,9 p.p.. Na controladora, a margem EBITDA foi de 13,2% da receita líquida, aumento de 1,9 p.p.;
    Resultado Líquido
    O  lucro líquido consolidado  atingiu  R$  105,8 milhões,  aumento de  0,1 p.p. na margem líquida consolidada ou um crescimento de 15,1%. O lucro líquido da controladora atingiu R$  95,2 milhões,  aumento de 0,1 p.p. na margem líquida da controladora ou um crescimento de 18,4%;
    B2W
    Receita  líquida de R$  2.011,3 milhões no  1S11, crescimento de  7,7%  em relação ao
    1S10;
    FAI
    A Financeira Americanas Itaú (FAI) encerra o 1S11 com cerca de 2,2 milhões de cartões emitidos e R$ 1.053,0 milhões de volume de recebíveis;
  • Investir em tecnologia ou publicidade para promover sua empresa?

    A publicidade na Internet representará 10% das verbas publicitárias em 2011 com um montante de R$3,04 bilhões, de acordo com o estudo da IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau). Segundo o estudo 50% será destinado as empresas que possuem buscadores e outros 50% para áreas de display.  Para compararmos, R$3 bilhões é o faturamento total das Lojas Renner no Brasil. A questão é porque as verbas publicitárias não acompanham o crescimento da Internet. Provavelmente, pela baixa taxa de conversão. Ou seja, o retorno do investimento em publicidade online é menor do que outras mídias. O motivo está ligado as informações gratuitas sobre produtos e serviços oferecidas pelos buscadores, os mesmos que arrecadam 50% das verbas publicitárias. Nesse cenário é melhor investir em tecnologia nos sites do que em publicidade. Utilizando avançadas técnicas de SEO é possível colocar as informações de sua empresa nas primeiras páginas dos buscadores e ter a mesma ou melhor taxa de conversão do que os banners pagos.