Autor: Eduardo Fagundes

  • Data center Outsourcing

    O outsourcing de datacenters é inevitável para a maioria das empresas. Existem algumas premissas que devem ser atendidas pelas empresas para atender as boas práticas de gestão de TI e negócios. O tema continuidade de negócios faz parte dos fundamentos de qualquer empresa e, por conseqüência, o DRP do datacenter. Um tema relativo as boas práticas de gestão de TI são os ambientes de processamento: desenvolvimento, testes, homologação e produção. Embora importantes, as empresas não implementam essas práticas por questões de custos e seu impacto no preço final do produto. Para vencer a concorrência global em suas varias facetas (defasagem do câmbio, mão de obra barata, nossos altos impostos, etc) é necessário reduzir custos a patamares mínimos. Ai vem a velha pergunta: Dá para operar o datacenter sem backup site?; Dá para usar o ambiente de desenvolvimento para teste e homologação?; A empresa não tem verba para investimentos em TI, dá para prolongar a vida dos servidores por mais um ano?; etc. Nessa hora o pessoal de TI virá herói. Trabalham 16 horas por dia e ficam com a sensação que carregam a empresa nas costas. Quando chega uma auditoria é um stress para justificar que as práticas utilizadas estão em conformidade. Os relatórios de auditoria apontam para várias situações de não-conformidade e aí são elaborados os planos de ação para resolver os problemas de auditoria. Na maioria dos casos o planos de ação são para melhorias e não resolvem o problema. A pergunta é o que o gerente de TI deve fazer?

    1. A solução de outsourcing é a primeira coisa que vem a cabeça. Livre-se desse abacaxi.
    2. Agora chegou a solução definitiva: Cloud Computing. Epa! É necessário converter alguns sistemas para o ambiente de cloud… não tem dinheiro.
    3. O que fazer com os ativos do datacenter próprio?
    4. É muito caro! Conseguimos operar com a metade do preço. Bem… nossos servidores são antigos. Usamos desktops como servidores. ITIL? Só no ano que vem… com sorte.
    5. Queremos o SLA de 5 noves (99,999%). Puxa! Custa tudo isso? Será que eu preciso?

    Essa situação mostra a baixa maturidade de gestão das áreas de TI e uma visão operacional da TI nas empresas. É necessário fazer um trabalho de avaliação de riscos da TI e mostrar seu viés estratégico para o negócio. Desta forma, capturar recursos para operar usando boas práticas de gestão de TI.

  • Estudo mostra baixa maturidade na gestão de TIC

    A Accenture e IDC publicaram um estudo que mostra o baixo nível de maturidade na gestão de infraestrutura de TIC no Brasil. A área de Delivery é a que obteve a menor pontuação, seguidas por segurança e suporte. Esse estudo demonstra a baixa percepção de riscos da TIC da alta gerência das empresas. Como a maioria das empresas encara a TIC como áreas operacionais e táticas, os investimentos ficam limitados aos recursos necessários para a implantação de sistemas para os negócios e pouco investimento para a melhoria dos processos internos de TIC. Alinhado com a escassez de mão de obra qualificada que produz excesso de trabalho e acumulo de responsabilidades o cenário não poderia ser diferente. Infelizmente, esse relatório pode deixar preocupados os investidores externos que enxergam altos riscos nos negócios quando as áreas de TIC tem baixa maturidade de gestão. A boa noticia do estudo é que mostra que os investimentos na área de gestão cresceram de 2009 para 2010, principalmente na área de inovação em TIC.

  • Playbook, o tablet da Blackberry

     A Research in Motion (RIM) lançou seu tablet de 7 polegadas com duas câmeras de alta-definição, um processador de duas cores de 1GHz. O PlayBook é esperado nos Estados Unidos para o início do próximo ano. O novo sistema operacional foi desenvolvido pela QNX que suporta multiprocessamento simétrico. A QNX desenvolve softwares para roteadores de alto desempenho e para veículos da GM, Nissan e Land Rover.

    Aparentemente, o PlayBook veio para ser concorrente direto do Cisco Cius, o tablet da Cisco de 7 polegadas com o sistema operacional Android. O Cius está integrado a estratégia de vídeo em alta resolução – telepresença – da Cisco.

    Para competir com a grande oferta de aplicações Android a Blackberry terá que incentivar ainda mais o desenvolvimento da sua base de aplicativos. A resolução de sua tela é de 1024 por 600 pixels e suporta vídeo de alta-definição em 1080p via HDMI. Adobe Flash Player 10.1 e HTML 5 são suportados para navegação na web.

  • Redução de custos deve ser um processo

    Em grandes organizações de TI a redução de 1% das despesas significa muito dinheiro. Tomando por base as despesas operacionais de TI e telecomunicações (TIC) do Bradesco e Itaú-Unibanco podemos avaliar o impacto das pequenas reduções. No último trimestre o Bradesco teve uma despesa consolidada direta em TIC de R$1,86 bilhão e o Itaú-Unibanco de R$1,5 bilhão. No Bradesco a despesa representa 20% das despesas administrativas e no Itaú 24%. Em telecomunicações o Bradesco reduziu a participação de telecomunicações em 1% comparando o mesmo trimestre de 2009, embora as despesas totais de administração tenham crescido 18%. O percentual de despesas em TI sem comunicações permaneceu estável em 8%. No Itaú, as despesas em TIC aumentaram 19% na comparação entre os trimestres desse ano e do ano passado, frente a um aumento de 12% das despesas totais de administração. Acredito que isso tenha ocorrido pela adequação dos padrões de TIC do Itaú nas operações do Unibanco. Em 2010, o Bradesco está investindo R$1,5 bilhão em TIC na modernização e expansão das agências. Atualmente, o Bradesco possui 6.283 agências e o Itaú 4.980, além de milhares de pontos de atendimentos que ambos mantêm no Brasil e exterior. Quando tratamos de números grandes como esses, pequenas ações de redução de custos têm um grande impacto em valores absolutos. Ambos, Bradesco e Itaú, são listados como empresas nível 1 em governança corporativa e por conta disso devem demonstrar o comprometimento com a eficiência nas operações internas. As outras empresas também devem implantar processos que garantam que periodicamente suas despesas operacionais sejam avaliadas através de testes de mercados, pois a tecnologia evolui rapidamente criando oportunidades para redução de custos.