Ponto de Vista · Coluna

O que eu penso sobre o que está acontecendo.

Tecnologia, energia e gestão no ritmo da notícia. Aqui escrevo em primeira pessoa: uma tese por texto, com a experiência de quem lidera projetos de engenharia, P&D, educação e impacto social, acompanha o tema em congressos no Brasil e no exterior, e com opinião declarada. Quando o tema pede dados, o Radar xTech aprofunda; quando pede método, os artigos técnicos e os e-books.

Eduardo Mayer Fagundes
Eduardo Mayer FagundesCEO da nMentors Engenharia · fundador e curador do think tank efagundes.comProjetos de P&D, educacionais e sociais · palestrante em congressos nacionais e internacionais · fonte da Rede Globo, g1, CNN e Gama Revista (UOL)Foi CIO da AES Eletropaulo, gerente de sistemas e infraestrutura de TI da Ford South America e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie
Uma teseum argumento por texto, sem rodeio
Leitura rápidacerca de cinco minutos
Opinião declaradaanálise técnica, não parecer

Procurando os briefings executivos anteriores? Estão no arquivo de briefings executivos.

  • Flexibilidade energética, baterias e moléculas limpas: a nova fronteira de valor no setor elétrico brasileiro

    Flexibilidade energética, baterias e moléculas limpas: a nova fronteira de valor no setor elétrico brasileiro

    O setor elétrico brasileiro vive um ponto de inflexão estratégico em que o foco na expansão de fontes renováveis cede espaço para uma nova arquitetura baseada em flexibilidade, armazenamento em baterias (BESS) e moléculas limpas, como o hidrogênio de baixo carbono e o SAF. Com o ONS e o MME redesenhando ativamente os sinais de preço e os critérios locacionais, a regulação passa a ser a principal definidora de valor da próxima década. Este artigo detalha por que as empresas que se posicionarem antes da consolidação completa dessas regras poderão capturar os melhores pontos de conexão e estruturas de financiamento…

    ·


  • A Decisão Crítica do Setor Elétrico: Regulação, Capital e Tecnologia

    A Decisão Crítica do Setor Elétrico: Regulação, Capital e Tecnologia

    O setor elétrico brasileiro entrou em uma janela de decisão crucial onde apenas “acompanhar o mercado” não é mais suficiente. A vantagem competitiva agora depende menos da disponibilidade de capital e mais da capacidade de transformar sinais regulatórios, climáticos e tecnológicos em decisões coordenadas de portfólio. Entenda como a convergência entre eólica offshore, sistemas de armazenamento (BESS), risco hidrológico e a nova demanda de data centers exige uma visão integrada das diretorias e conselhos para evitar gargalos de execução e capturar o valor real do mercado.

    ·


  • Regulação, BESS e El Niño pressionam o setor elétrico brasileiro

    Regulação, BESS e El Niño pressionam o setor elétrico brasileiro

    O ciclo Radar xTech de 16 de junho de 2026 aponta uma convergência crítica para o setor elétrico brasileiro: risco hidrológico elevado com El Niño forte, indefinição regulatória sobre curtailment, incertezas no leilão de armazenamento BESS, maior pressão sancionadora da CCEE e custo de capital ainda elevado. A análise destaca a janela decisória até 22 de junho de 2026, quando a ANEEL deve deliberar sobre critérios de curtailment, e mostra como essa combinação afeta geradores, distribuidoras, comercializadores, investidores e projetos ligados à expansão da demanda energética digital.

    ·


  • CBAM ampliado e E32 redesenham a economia de carbono das exportações brasileiras

    CBAM ampliado e E32 redesenham a economia de carbono das exportações brasileiras

    O briefing analisa como a ampliação do CBAM europeu, a possível elevação da mistura de etanol para 32% no Brasil e o avanço chinês em sistemas híbridos solar-bateria-hidrogênio pressionam exportadores brasileiros, investidores e empresas de energia. O ciclo aponta janela decisória imediata para contratos de etanol, hedge energético, rastreabilidade de carbono e posicionamento em cadeias globais de baixo carbono.

    ·


  • A vulnerabilidade hídrica voltou a ser um risco de negócio para as empresas brasileiras

    A vulnerabilidade hídrica voltou a ser um risco de negócio para as empresas brasileiras

    A matriz elétrica brasileira, historicamente dependente das usinas hidrelétricas, transformou o que durante décadas foi uma vantagem competitiva de energia barata em uma vulnerabilidade estrutural. Em cenários de instabilidade climática e menor volume de chuvas nas principais bacias hidrográficas, o sistema é forçado a acionar usinas termelétricas, o que eleva rapidamente os preços no mercado de curto prazo. Essa situação atual é agravada por uma perigosa combinação de fatores: a própria incerteza hídrica, o aumento da demanda por energia — impulsionada pelo crescimento industrial e pela expansão de data centers de inteligência artificial — e o alto custo de capital,…

    ·


  • Demanda de Data Centers e IA Redefine o Planejamento Energético Brasileiro

    Demanda de Data Centers e IA Redefine o Planejamento Energético Brasileiro

    Os data centers movidos por inteligência artificial deixaram de ser apenas grandes clientes comerciais para se tornarem uma nova classe de demanda industrial de eletricidade, de perfil contínuo e concentrado. Embora o Brasil possua a vantagem estrutural de uma matriz energética predominantemente renovável, o país pode perder investimentos bilionários de hyperscalers globais se não agir com rapidez. Este briefing destaca como a convergência de nova carga digital e risco hidrológico afeta os custos de energia e demonstra por que a atração desses investimentos depende da resolução de gargalos de transmissão, da adoção obrigatória de baterias (BESS) e da definição de…

    ·


  • Restrição Financeira Dupla: Por Que o Custo de Capital e o Câmbio Redefinem a Competitividade Brasileira em 2026

    Restrição Financeira Dupla: Por Que o Custo de Capital e o Câmbio Redefinem a Competitividade Brasileira em 2026

    A viabilidade de projetos de energia e infraestrutura crítica no Brasil em 2026 está sendo redefinida por uma restrição financeira dupla: a combinação de uma taxa Selic alta por tempo prolongado e a pressão cambial gerada pela queda na entrada de divisas. Com o agronegócio enfrentando barreiras europeias e a redução nas exportações de biodiesel, o real depreciado encarece equipamentos importados, enquanto o crédito caro afeta o financiamento. Para evitar a perda de competitividade e o atraso no fechamento financeiro frente a outros mercados da América Latina, as empresas têm uma janela curta para reestruturar a engenharia financeira de seus…

    ·