Ponto de Vista · Coluna
O que eu penso sobre o que está acontecendo.
Tecnologia, energia e gestão no ritmo da notícia. Aqui escrevo em primeira pessoa: uma tese por texto, com a experiência de quem lidera projetos de engenharia, P&D, educação e impacto social, acompanha o tema em congressos no Brasil e no exterior, e com opinião declarada. Quando o tema pede dados, o Radar xTech aprofunda; quando pede método, os artigos técnicos e os e-books.

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Choque tarifário e geopolítico do petróleo pressiona câmbio e transição energética brasileira
O ciclo atual destaca um choque geopolítico com tarifas de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros e a tensão no Estreito de Ormuz, que afeta diretamente a economia. Entretanto, outras quatro áreas críticas também precisam de atenção: reforma regulatória do setor elétrico, avanços em baterias e energia solar, digitalização do crédito corporativo e governança da inteligência artificial. A tarifa e o bloqueio no Ormuz reduzem demanda e aumentam custos, respectivamente, pressionando margens operacionais. Empresas devem adotar estratégias de hedge e revisar contratos, participar da reforma regulatória e adaptar processos internos para assegurar a resiliência a esses desafios estruturais.
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Caducidade da Enel e minerais críticos redesenham risco de infraestrutura energética
A caducidade da concessão da Enel São Paulo e as tensões sobre os minerais críticos destacam a necessidade de uma nova abordagem nos riscos regulatório, de suprimento e cibernético no setor elétrico brasileiro. A Aneel analisa a crise da Electra, enquanto a Masdar garante financiamento para seu projeto solar de 5,2 GW, evidenciando a viabilidade do armazenamento em larga escala. No entanto, a dependência de recursos estratégicos e a vulnerabilidade no Tailscale chamam atenção para a segurança cibernética. As empresas precisam integrar a avaliação desses riscos em suas decisões, pois a simultaneidade impacta diretamente os custos de capital e a…
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Curtailment e petróleo caro deslocam o valor para armazenamento, transmissão e flexibilidade
A escalada geopolítica no Golfo Pérsico eleva o petróleo a US$ 87 por barril e reativa canais de transmissão cambial, de preço e de oferta de capital sobre a economia brasileira. Simultaneamente, o sistema elétrico doméstico revela duas fraturas de natureza oposta: excesso de geração renovável sem escoamento, materializado no risco de R$ 520 milhões anuais de curtailment sobre a Auren, e alerta do ONS para insuficiência de potência firme até 2030. O vetor dominante do ciclo é a assimetria entre choque externo de curto prazo e vulnerabilidade estrutural interna de médio prazo. A decisão prioritária é distinguir o que…
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Data centers tornam a capacidade elétrica local o primeiro critério de expansão no Brasil
A expansão de data centers, especialmente os voltados a cargas de inteligência artificial, muda a lógica de localização e investimento no Brasil. O principal risco não é apenas contratar energia, mas assegurar capacidade física de conexão, potência, redundância e cronograma compatível com o projeto. No ciclo encerrado em 13 de julho de 2026, o volume de sinais sobre data centers de inteligência artificial avançou 32% ante os 14 dias anteriores, enquanto a frente de energia registrou a maior pressão relativa entre as categorias priorizadas. A resposta recomendada é condicionar novos compromissos de capital a uma diligência integrada de energia, rede,…
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Demanda elétrica e conectividade elevam o risco de infraestrutura crítica no Brasil
A infraestrutura crítica brasileira entrou em um ciclo de maior interdependência. O Operador Nacional do Sistema Elétrico projeta carga 17,9% maior até 2030, enquanto a indisponibilidade de 611 MW em Belo Monte mostra como falhas pontuais podem reduzir a folga operacional. Em telecomunicações, a pressão financeira sobre a Oi amplia a necessidade de verificar rotas, fornecedores e dependências físicas, sem que haja evidência de interrupção generalizada. Ao mesmo tempo, a possível sobreoferta chinesa de baterias pode reduzir custos de armazenamento, mas aumenta riscos de concentração industrial. A decisão prioritária é integrar energia, conectividade, contratos e continuidade em um único diagnóstico…
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Conectividade frágil e demanda elétrica crescente expõem a infraestrutura digital brasileira
A infraestrutura digital brasileira enfrenta duas pressões simultâneas. No curto prazo, a fragilidade financeira da Oi e a possibilidade de interrupção de serviços a partir de 1º de agosto de 2026 exigem revisão imediata das dependências de conectividade. No médio prazo, a demanda elétrica de data centers poderá alcançar aproximadamente 3,5 GW até 2030, ampliando a disputa por conexão, transmissão, potência firme e flexibilidade. A resposta empresarial deve integrar telecomunicações, energia, armazenamento, contratos e continuidade operacional. Redundância comercial não basta: empresas precisam comprovar independência física das rotas, testar falhas combinadas e assegurar capacidade antes de comprometer novos investimentos.
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40 GW de renováveis enfrentam corte na rede brasileira e expõem o novo gargalo da transição energética
O Brasil entrou em uma nova fase da transição energética. O problema central deixou de ser apenas construir mais geração renovável e passou a ser transmitir, armazenar e despachar a energia já disponível. A projeção de curtailment de até 40 GW em solar e eólica revela um paradoxo estratégico: o país tem abundância energética, mas pode transformar essa vantagem em desperdício econômico por falta de rede, armazenamento e coordenação regulatória. Para data centers, indústrias eletrointensivas, investidores e operadores de infraestrutura crítica, energia firme deixou de ser insumo operacional e passou a ser ativo estratégico.







